@lara.furtado

PELA MISERICÓRDIA, QUE LIVRO F***!

E já começa a todo vapor:
Um garotinho de oito anos de idade está amordaçado e amarrado numa cadeira de frente para os pais, que também estão amordaçados e amarrados em cadeiras. E essa é a forma que o garoto vai se deparar com aquele que será o maior trauma da sua vida: assistir, sem poder se mover ou gritar, ao assassinato brutal dos pais.

Vinte e quatro anos depois:
Aquele garotinho, agora já adulto, acabou se tornando um assassino. E sua dúvida é: será que seu trauma de infância influenciou no que ele se tornou?

Para descobrir, ele vai repetir com outras crianças o mesmo que aconteceu com ele para ver se no futuro elas também serão más.

Dessa forma um outro personagem ganha importância na história, o psicólogo infantil William, a quem o assassino propõe um acordo: ele mata os pais e o psicólogo acompanha o crescimento das crianças órfãs. Assim, o assassino obtém suas respostas e o psicólogo, que sempre quis tornar o mundo um lugar melhor, tem a oportunidade de realizar um estudo sobre o desenvolvimento da maldade humana, podendo, por consequência, prevenir a formação de futuros monstros.

Mas "é possível justificar um ato de crueldade quando, por trás dele, há a intenção de fazer o bem?"

Diante desse dilema moral, o psicólogo não sabe se aceita o acordo ou se entrega o assassino para a polícia. Quer saber o que ele decidiu? Leia o livro!

Afora o psicólogo e o assassino, a trama também apresenta um detetive que, diga-se de passagem, é um dos detetives mais interessantes que eu já conheci no universo literário e que proporciona ao leitor não o suspense de "quem é o assassino?", mas sim de "quando vão pegá-lo?".

E assim, uma vez que a leitura é iniciada, você não vai querer parar. "O Sorriso da Hiena" tem uma trama profundamente viciante, inteligente, inquietante e bem estruturada.

Na escrita simples e direta, o autor instiga o leitor a pensar sobre o que significa ser humano, ser mau e ser bom. Além de nos fazer questionar se todos nós somos os únicos responsáveis pelo caminho que decidimos seguir.

Para finalizar o post, eu peço apenas uma coisa: PELO AMOR DE DEUS, LEIA ESSE LIVRO!

Nota: 5/5