@jencleoncio

O sorriso da hiena de Gustavo Ávila.
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"...Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas. Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar um ato de crueldade quando, por trás dele, há a intenção de fazer o bem?"
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Instigante. Do início ao fim. Eis que a obra me deixou completamente ansiosa, mais que sou, para descobrir todos os mistérios que envolvem e ocorrem durante toda a trama.
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Quando David contata William, o psicólogo infantil, e oferece a proposta para entender o desenvolvimento da maldade humana, percebe-se claramente, após a aceitação da mesma, o quão egoísta os atos humanos são. Por mais que seja em prol da sociedade, tal ato, sem sombra de dúvidas, é para saciar o ego. Algo que não se extingue apenas com William, pelo contrário, acontece com certa frequência na área da pesquisa. E foi esse ponto que deixou a obra, ao meu ver, tão magnífica e tão perto da realidade humana.
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Em específico sobre a construção dos personagens, achei-os impecáveis. Perfeitos. Principalmente o David. O meu personagem preferido, obviamente. Aquele que possui todas as características que definem um psicopata: manipulador, astúcia, frieza e entre outras caracterizas que são definidas em qualquer pesquisa.
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Gustavo Ávila (@gus_avila) criou uma obra maravilhosa. Estou encantada. Apaixonada; maravilhada. Estou sem palavras. Sua narrativa é prazeirosa e fluída! Tão fluída que lembrou a do meu mestre querido Stephen King.
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Nota final: 10/5.
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Fotos do mural foram retiradas do livro Serial Killers - Anatomia do Mal e Louco ou Cruel? ambos publicados pela editora Darkside.

Gustavo Ávila