@a_bookaholic

Você sabe por que uma hiena ri?
"A maioria das pessoas acha que aquele som é uma risada, mas os pesquisadores chegaram à conclusão de que hienas de menor posição hierárquica no grupo, hienas dominadas, hienas frustradas, emitiam mais alto esse som que parece uma "risada". Às vezes damos a impressão de que gostamos de alguma coisa, quando na verdade só estamos com medo, com dor, com fome. Não tem nada de engraçado em ser um animal carniceiro que que alimenta do que sobrou dos mortos."

Eu amo livros policiais, mas até então o único autor brasileiro contemporâneo que conseguia escrever bem esse gênero era o Raphael Montes. Mas só até agora.

Gustavo Avila criou uma história completa, sendo conduzida por três personagens principais:
David, uma criança traumatizada que se tornou um assassino;
William, um psicólogo que sente que apenas teorias não são suficientes para mudar o mundo;
Artur, um detetive com Aspenger que é uma figura.

David passou por uma situação traumática na infância, que pode ou não ter moldado quem ele se tornou quando adulto. Para buscar essa resposta, ele resolve cometer o mesmo crime com cinco famílias distintas e convence o psicólogo William a fazer as vítimas de cobaias de um estudo. William fica completamente dividido, acaba aceitando, mas aquilo estava o matando aos poucos.

É válido ultrapassar os limites éticos em prol de algo que se acredita? É válido mudar todo o curso de vida de uma pessoa inocente em nome disso? É válido sacrificar a SUA VIDA para provar algo?

O bom de ler um livro policial nacional é ver os crimes, a justiça (ou falta dela), todo o processo adaptado à nossa realidade, e não cheio de agentes do FBI com equipamentos super desenvolvidos, justiça de primeiro mundo etc.

Esse livro é MUITO BOM! De verdade! A narrativa, a construção dos personagens (principais e secundários), o rumo da história... Leiam esse livro, vocês não vão conseguir largar até descobrir o que acontece!

"Em um mundo onde o mal nasce com a gente, todos fariam qualquer coisa, sem apego à moralidade, para não sucumbir."

Gustavo Ávila